segunda-feira, 25 de junho de 2012

VII Encontro de IF-EPFCL - Prelúdio 10





VII Encontro da IF-EPFCL
O QUE RESPONDE O PSICANALISTA? ÉTICA E CLÍNICA
6 – 8 Julho de 2012






Prelúdio 10: A RESPONSABILIDADE DO DIZER

Dominique FINGUERMANN
Minha prova só toca no ser ao fazê-lo nascer da falha que o ente produz ao se dizer.
J. Lacan – Radiofonia
 
Nos dias de hoje, é ainda possível que a dor de existir “se dê um parceiro que tenha chance de responder”[1] A resposta do analista, como a própria palavra indica, é sua responsabilidade, ela se qualifica como responsabilidade do Dizer. Resposta, responsabilidade, do latim: spondeo – spondere = prometer.Re-spondere = prometer, re: “em retorno”. Responder é responder a um outro dizer, é um dizer à altura do Outro; o Dizer  toma a medida da alteridade e daí sua unicidade (uniqueness) toma posição.
            A dimensão radicalmente ética da resposta de analista é, desde o princípio, anunciada.
            Pelo que responde o analista? O que é um psicanalista que responde pela psicanálise? É analista quem responde pelo seu ato. Ele é quem assegura, em réplica à  demanda,  seus ditos, desditos e reditos, que seja levada em conta o aturdito[2] que torna a demanda singular e, por isso, condiciona o passe ao ato, passagem ao Dizer.
            O analista é aquele que, em réplica ao mal estar que tem a coragem de se fazer demanda de saber, toma posição e assume a responsabilidade do Dizer; posição do analista, posição do inconsciente, em-corpo [en-corps], ele se faz pivô da redução do Dito ao Dizer.
            Fazemos aí, evidentemente, um empréstimo a Emmanuel Lévinas[3], e isso zelando para não reduzir os conceitos do ensino de Lacan que nos orientam na experiência clínica aos conceitos da filosofia. Sem querer abusar de ou maltratar essa referência, lembremos sucintamente o campo conceitual que nos interessa, na medida em que ele pode nos permitir discernir a responsabilidade clínica do analista, ou seja, sua resposta, o dizer que funda seu ato, o Bem-Dizer, ou seja, a ética que o garante.
            A responsabilidade é uma responsabilidade por Outrem, “resposta respondendo a uma provocação”[4] da alteridade: traumatismo. Ela é “o lugar onde se instala o não lugar da subjetividade”, onde se sinaliza “num lapso um tempo sem retorno”[5], “outro modo que ser, para além da essência” [l’Autrement qu’être, au delà de l’essence]; responder é Dizer a partir de nenhuma essência prévia.
            A responsabilidade por Outrem é “responsabilidade entre seres separados que ela clama”[6]; an-árquica, ela é Dizer de origem, pré-original, “de antes da linguagem”. Ela é marca da origem ética e não ontolôgica, a essência só podendo aí fazer sequência no Dito (nem mais, nem menos).
“Ponto de ruptura, mas também de enodamento”[7], pois a separação “é a conversão em responsabilidade” da “positividade do infinito”.

            O Dizer e o Dito.
            O Dizer é exposição a Outrem, responder por outrem é “uma forma de ser afetado”[8] e, daí, é incluir a alteridade radical (alienação e separação); o traumatismo provoca o Dizer: “a alteridade do próximo daí invoca, evoca, à singularidade insubstituível que está em mim”[9], princípio de “relação entre termos desparelhados, sem tempo comum”[10].      
            A resposta ética do Dizer prossegue no Dito. “O dizer que tende para o Dito mantém essa tensão do Outro, de Outrem, que me arranca a fala antes de aparecer para mim”[11].
            O Dito correlacionado ao Dizer é “mostração”, ele mostra, manifesta, ele é sentido, verdade, fábula ou escrito que representam, tematizam e cuja traição permite um acesso ao ser. “Nesse Dito surpreendemos o eco do Dizer, cuja significação não é de juntamento”[12].
            “O Dizer descobre o um que fala”[13], um “Desnudamento até o um inqualificável, até o puro alguém, único...”[14]. Por um lado, fabulação da verdade do Dito, por outro, “impudor” do Dizer.
            Lacan, por sua vez, isola essa função do Dizer nos anos 1970, logo em seguida à sua elaboração dos Discursos, substantivando o Dizer como Atoprinceps.
            Ele começa localizando o que chama de Dizer de Freud, que ele infere a partir de todos os seus Ditos, tanto quanto de todos os ditos da psicanálise. O que se ouve também como: de todos os ditos de uma psicanálise se deduz o Dizer de Freud “não há relação  sexual”.
            Mas isso não é dizer tudo [pas-tout dire].
            Lacan dá sequência a esse Dizer “não há...” colocando o que ele nomeia “meu dizer” que enunciará o “Um Dizer”. O Dizer de Lacan é o Real como Ex-sistência, ou seja, o nó borromeano em que se encontra que para  fazer Um, é preciso três. Ele deduzirá daí o Sinthoma como maneira singular de responder ao “não há...” graças ao “Há Um” [Y a d’l’Un], um a mais que enoda os três.
Nessas duas ocorrências do Dizer (o Dizer de Freud e o Dizer de Lacan) encontramos dois momentos de Dizer que fabricam o sujeito como resposta do Real “Não há”, “Há...”, dois momentos que “Posição do Inconsciente”[15]anunciava com a dupla causação do sujeito da alineação e separação.
            Na clínica da demanda, na transferência dos Ditos da queixa e de seus enunciados, há Um que ressoa, “Há Um” [Y a d’l’Un] de um saber que excede à verdade.
            A responsabilidade de Dizer do analista é responder por esse Um sem qualidade, mas não sem estilo. A responsabilidade de Dizer do analista é sua resposta à demanda de verdade desde uma posição que leva em conta o Real fora de sentido, isto é, “a resposta que convém ao estilo do inconsciente”[16].
            “Tratar-se-ia”, adverte Soler em 2008, “de atualizar nossa concepção do ato e da interpretação de uma análise orientada para o Real fora de sentido, embora  esta só proceda da fala. A aposta é de peso, pois esse real é o único suscetível de fazer limite às errâncias intermináveis da verdade”[17].
            O ato e a interpretação: é possível distingui-los nitidamente, se tanto um quanto o outro devem responder pelo Dizer que existe aos Ditos, do Dizer impossível e ex-sistente que indica singularmente o lugar do Real?
            Fazendo intrusão no curso da fala de forma tal que se atualiza aí ao mesmo tempo a ruptura e o laço, o “Dizer que Não” do ato e da interpretação rompe o semblante da verdade fazendo uma volta a mais, um novo laço  com o Real do qual ele sinaliza o furo: o Dizer faz corte e faz nó.
            Que ele se cale ou que fale,  enigma ou equívoco do sentido, é com seus cortes no Dito que o analista sinaliza, ou antes, captura em seu lapso o Dizer que atravessa aquele de cabo a rabo. Como o lapsus, quando não faz mais sentido, o analista, ou seja, seu ato faz ex-sistir o Dizer.
            Que ele fale ou se cale, é a posição, a presença, enigma ou equívoco, que opera fazendo objeção ao sentido. O analista em-corpo [en-corps] “interpreta” prestando-se ao jogo do ato como um ator. Fazer o analista é fazer o objeto que objeta ao bom sentido da verdade. Fazer objeção é fazer abjeção “para representar esse efeito que designo como objeto pequeno a, para nós fazermos a esse desser de ser o suporte, o dejeto, a abjeção a que pode se fisgar o que vai, graças à nós, nascer de dizer, de dizer que seja interpretante, claro, com o auxílio daquilo que é ao que convido o analista, a se suportar, de forma a ser digno da transferência, a se suportar por esse saber... no lugar da verdade”[18].
            A responsabilidade do Dizer do analista é que encarnando o “Dizer-que-não” ao “Dizer verdadeiro”, ele faz lugar para Um dizer: “O que vai, graças a nós, nascer de dizer”.
            A ética da resposta do analista é “um dizer, um dizer que poderia ter consequências”[19], espera Lacan: consequências clínicas. Fazendo bascular uma letra nos ditos do analisante, pode acontecer que o Um bascule do Pior ao Dizer[20] [du Pire au Dire], e talvez o “Não há” da repetição e o “Há” do sintoma encontrem ali uma ressonância diferente daquela do fantasma, uma chance de Um Dizer [Un Dire] de outro modo. Se para o analista “há Dizer para ser demostrado”[21], para o analisante há a “impudência do Dizer”[22] poemático, em guisa de resposta ética e poética frente à lógica da cura: “responsabilidade sexual” frente ao “Não há relação...” do Héteros.

São Paulo, fevereiro de 2012.

[1] Referência ao texto L'Etourdit, O Aturdito, e a volta não contada nas voltas dos ditos que é a sua volta real.
[2] Referência ao texto L'Etourdit, O Aturdito.
[3] Agradeço à Françoise Gorog e Stéphane Habib por um primeiro acesso a Lévinas, graças à intervenção de Joseph Cohen no seminário dos Corrélats(janeiro de 2010).
[4] Emmanuel Lévinas (1978). Autrement qu'être ou au-delà de l'essence. Paris : Le Livre de Poche-Biblio Essais, 1996, p.26.
[5] Idem p.23.
[6] Idem p.24.
[7] Idem p.27.
[8] Idem p.159.
[9] Idem p.239.
[10] Idem p.114.
[11] Idem p.124.
[12] Idem p.48.
[13] Idem p.83.
[14] Idem p.85.
[15] Jacques Lacan. “Posição do inconsciente” In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998.
[16] Jacques Lacan. “A Psicanálise e seu ensino” In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p.449.
[17] Colette Soler. 14 de out 2008
[18]Jacques Lacan (1971-1972). Le Séminaire Livre 19 – ...ou pire. Paris : Seuil, 2011, p.235, tradução minha.
[19]Jacques Lacan (1974-1975). Le Séminaire Livre 22 – R.S.I., inédit (Aula de 15/04/1975).
[20] Jacques Lacan (1971-1972). Le Séminaire Livre 19 – ...ou pire, op. cit., p.12.
[21] Jacques Lacan (1974-1975). Le Séminaire Livre 22 – R.S.I., inédit (Aula de 13/05/1975).
[22] Jacques Lacan ( 1973-1974). Le Séminaire Livre 21 – Les non dupes errent, inédit (Aula de 11/06/1974).

sábado, 23 de junho de 2012

VII Encontro IF-EPFCL - Prelúdio 9



VII Encontro da IF-EPFCL
O QUE RESPONDE O PSICANALISTA? ÉTICA E CLÍNICA
6 – 8 Julho de 2012

Prelúdio 9: RESPONDER PELOS CASOS DE URGÊNCIA

Michel BOUSSEYROUX

Responder é bem mais do que dizer alguma coisa a alguém, é comprometer-se a dar retorno, a favorecer, prometer, responsabilizar-se, como o indica a expressão: responder por si só. Para-além da resposta do analista, quer ela se dê por meio de palavras ou pelo corte, há aquilo pelo qual o analista tem de responder.
No discurso do analista, por se tratar de urgência, o analista tem mais ainda o dever de responder, a satisfação que marca o fim da análise é a urgência que a ela preside, segundo o dizer de Lacan em seu “Prefácio à edição inglesa do Seminário XI”, que propõe interrogar “como pode alguém se dedicar a satisfazer esses casos de urgência”[1], muito embora esses casos, ele confessa, justamente o atrapalhavam enquanto ele escrevia o prefácio. Mas era simultaneamente “para ficar a par desses casos, [para] fazer com eles par”[2] (idem) que ele estava escrevendo, que acreditava ter o dever de escrever.
 Lacan faz da escrita desse prefácio um dever a ser cumprido. O dever ético de responder, por meio da escrita, pelos casos de urgência, dos quais, como analista, ele é parceiro no discurso analítico, e também para ficar a par, para estar à altura desses casos. Contudo, para estar à altura desses casos de urgência, que não se tem certeza de satisfazer, convém ter pesado corretamente a urgência.
O termo “pesagem” conota em Lacan uma análise lógica das relações do indivíduo com a coleção e remete ao problema, tratado por ele desde 1945 em “O número treze e a forma lógica da suspeita”, do menor número de pesagens necessário para detectar, exclusivamente por uma balança de dois pratos, uma peça ruim que se distingue das outras peças da coleção por uma diferença de peso imperceptível sem um aparelho de medição e cuja aparência é igual. Este número corresponde a três pesagens, se a peça ruim se encontra no meio de 12 ou até de 13 peças, mas será preciso fazer quatro pesagens, se houver entre 14 e 40 peças, cinco pesagens, se houver entre 41 e 121, seis, se houver entre 122 e 364, etc... Lacan mostra que, para resolver este problema, é preciso colocar em jogo, nas operações de pesagem, o que ele chama de por-três-e-um e uma rotação tripartite, noções que fazem eco ao Lacan borromeano do Prefácio de 1976: na balança de dois pratos da verdade e do real, não há possibilidade alguma de pesar a urgência que está no pedido de entrada e que deve ser satisfeita no fim, sem que se tenha introduzido na operação analítica a posição do por-três-e-um, que é uma maneira excelente de qualificar a posição do sintoma, como o quarto aro  no nó borromeano que orienta a análise em direção ao real.
Lacan diz que aprendeu com seu ofício a urgência de servir os outros {não aos outros, mas osoutros}. “Aí está um aspecto singular”, escreve-o neste Prefácio, “do amor ao próximo salientado pela tradição judaica.”[3] Esta tradição judaica é a que aparece em uma passagem do Levítico. No século primeiro ela se tornou a lei de ouro da Torah e é ela que retoma o evangelho de Lucas, quando formula o preceito do amor ao próximo e o explica com a parábola do bom Samaritano. Lacan o comenta da seguinte maneira: “Mesmo interpretando-o de maneira cristã, ou seja, como um c...gar e andar [jean-fo... trerie][4] helênico, o que se apresenta ao analista é algo diferente do próximo: é a indiscriminação de uma demanda que nada tem a ver com o encontro ( com uma pessoa de Samaria, apropriada para ditar o dever crístico).” Esta parábola é uma interpretação de Jesus acerca do que significa a lei de ouro: Aquele que responde, que se confronta à urgência, não é o Judeu piedoso, é seu inimigo íntimo e ímpio, o Samaritano, odiado profanador do Templo de Jerusalém. O próximo da parábola não é o passante que, atacado pelos soldados, cai ao chão e clama por socorro, é o Samaritano, o outro do Judeu,  aquele que, como pôde dizê-lo Ivan Illich, é o Palestino de Gaza dos dias de hoje,  capaz de cuidar de um Judeu ferido. Ele só se dedica a satisfazer os casos de urgência, porque, assim como o Samaritano e ao contrário de Sade e de Freud, está suficientemente perto de sua maldade para nela reencontrar seu próximo.
 Compreende-se, então, porque Lacan fala do bom Samaritano para diferenciá-lo da singularidade da dedicação do analista em satisfazer os casos de urgência. Laca não se dedica ao amor ao próximo, por mais estrangeiro que este possa ser a nosso semelhante. Seria, antes, à porrinha {la mourre}[5]do real, jogo que ainda vigora em algumas regiões da Itália ou do país niçois onde o número veicula o real, que, sozinho, alcança o peso necessário para ganhar a aposta do inconsciente. O jogo do real, na medida em que ele não é de modo algum o nosso próximo, é uma razão outra – diferente daquela do amor à verdade atrás da qual corre a transferência – razão que pode apenas impelir o analista a se historisterizar de si mesmo[6].
O que se apresenta ao analista não é o próximo, é outra coisa. É a indiscriminação de uma demanda que nada tem a ver com o encontro com um Samaritano, mas tem a ver com a repetição, ou melhor, com aquilo que, na repetição, é ré-petição, requerimento. De modo que o que se apresenta ao analista tem a ver com aquilo que “demanda o novo”[7] , pois é o encontro faltoso com o real que, em suas sucessivas voltas, o transfinito da demanda não cessa de repetir. Então, é justamente à urgência da demanda, ao requerimento que se reproduz na repetição, que o analista deve dar a satisfação que marca o fim da análise.
Mas como satisfazer esses casos de urgência da demanda? Pelo corte da interpretação, o único capaz de produzir o dizer da demanda a partir do que se reproduz na transferência, dizer que se experimenta no passe com seu efeito de perda. Não há satisfação da urgência sem que se  produza o que Lacan chama em seu resumo do Seminário ou pior... “Um-dizer, por se saber Um-todo-só”[8], sozinho a testemunhar a existência do real. É a esta existência do real que o analista tem o dever de responder.
O discurso do analista é um discurso de urgência em que é o dizer  que socorre. É na medida em que faz corte, e em que seu corte faz passe, em que o dizer socorre, que ele pode socorrer à urgência, culpada que ela é pela indiscriminação de uma demanda.
Toulouse, 23 de fevereiro de 2012.
Tradução: Vera Pollo


[1] LACAN, J. Outros Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p.569.
[2] Idem, ibid.
[3] Lacan, J. Outros Escritos. Rio de Janeiro, J.Zahar, p.569.
[4] Jogo de escrita produzido por Lacan, que evoca a primazia da dimensão do sexual [foutre, foutrerie] em detrimento da insignificância [foutaise, fouterie]. Cf. nota de rodapé em Outros Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 315.
[5] Bras.  Jogo em que os parceiro encerram na mão certo número (entre 0 e 3) de moedas ou palitos de fósforo, para depois, um a um, tentarem adivinhar o total. Cf. Novo dicionário Aurélio. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira S. A. , s/d, p.1118.
[6] Outros Escritos, p.568.
[7] O Seminário, livro 11. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1979, p.62.
[8] Outros Escritos, p.548.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Cartéis no FCL-Fortaleza


O cartel é um grupo constituído de três a cinco pessoas, mais uma encarregada da seleção, da discussão e do destino a ser reservado aos trabalhos (mais-um). A existência da Escola depende da existência dos cartéis. Eles são o dispositivo de base da escola, sua porta de entrada.

Novas propostas de cartel podem ser feitas a qualquer momento. Toda pessoa que participa das atividades do FCL-Fortaleza pode lançar uma proposta de Cartel. Lembramos que, na medida que o cartel constitui a porta de entrada na Escola, a efetuação de uma proposta de cartel implica no endereçamento de um vínculo de trabalho à EPFCL – Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano - e ao FCL-Fortaleza. Daí ser sugerido aos proponentes a participação nas atividades do espaço escola, a leitura dos principais textos de Lacan que tratam do cartel e a realização de uma entrevista com o coordenador de cartéis do FCL-Fortaleza.

Para lançar uma nova proposta ou tomar parte de uma já existente, entre em contato com o coordenador de cartéis da EPFCL em Fortaleza  (período 2011-2012), Fabiano Rabêlo, pelo endereço de e-mail do FCL-Fortaleza:  fcl.fortaleza@gmail.com.

Após essa brevíssima resenha sobre a importância do dispositivo do Cartel para a escola de Lacan, tornamos públicas as informações sobre o cartel no FCL-Fortaleza.

Cartéis em funcionamento:

As Psicoses

Início: fevereiro de 2011

Participantes:
Adriana Osterno
Eriton Araújo
Célia Bezerra
Eveline Araújo
Fabiano Rabêlo: Mais-Um

Escrita e Psicanálise

Início: fevereiro de 2012

Participantes:
- Fabiano Rabelo
- Francisco Paiva
- Rafael Pinheiro
- Sandra Mara
- Osvaldo Martins: Mais-Um

Proposta de novos cartéis:

Tema: O Aturdito

- Andrea Rodrigues - Proponente
- Lia Silveira

Tema: A Transferência
- Marcus Eugênio - Proponente

Tema: O Gozo
- Bruna Camarotti (Proponente)

Instruções para inscrição no VII Encontro da IF-EPFCL

VII Encontro da IF-EPFCL
O QUE RESPONDE O PSICANALISTA? ÉTICA E CLÍNICA
6 – 8 Julho de 2012

VALORES DAS INSCRIÇÕES:
R$ 650,00 (inteira)
R$ 380,00 (estudantes de graduação e trabalhadores da saúde, educação e justiça)
R$ 600,00 (estudantes de pós-graduação)
Inscrições no local do evento, Hotel Sofitel-Copacabana: R$ 750,00
Inscrições para a festa (domingo, 8 de julho): R$ 160,00 por convite (somente podem comprar convite aqueles que estiverem inscritos no VII Encontro).

INSTRUÇÕES que facilitam as INSCRIÇÕES

Caros Colegas,
diante de alguns pedidos de maiores instruções para facilitar as inscrições no VII Encontro da IF-EPFCL “O que responde o psicanalista? Ética e clínica”, decidimos divulgar um passo a passo. De todo modo, se ainda permecerem dúvidas sobre como utilizar o site para fazer sua inscrição, não hesite em nos enviar um e-mail para rio2012ifepfcl@gmail.com
PARA COMEÇAR SUA INSCRIÇÃO VOCÊ DEVE ENTRAR NO SITE http://www.rio2012if-epfcl.org.br/
E escolher a língua clicando em “Clique aqui”. Em seguida, escolher, à esquerda da tela, o ítem “inscrições” e clicar nele. Ler com atenção o texto no alto da página que se abrirá:
1º passo: Registrar-se em nosso site através do link abaixo” (você também lerá na sequência o 2o. e o 3o. passo, mas não se ocupe deles neste momento. Ao contrário, clique na frase que lê logo abaixo do 3o. Passo: Clique aqui para começar a sua inscrição.)
Abrir-se-á então uma nova página na tela, que você deverá preencher. Crie um login, ou seja, um nome com o qual o site o identificará, e uma senha, que você poderá lembrar para, no futuro, junto com o login, entrar quantas vezes desejar neste site com sua identificação. Lembre-se de preencher os outros ítens também: seu endereço eletrônico, nome, sobrenome, endereço postal e telefone. No final da página clique em “Criar nova conta”. Isso fará com que abra novamente a página inicial do site. É necessário clicar novamente em “Clique aqui” e depois “inscrições”. Como você acabou de criar um login, você agora já está na página em que escolherá o tipo de inscrição: “inteira” ou “especial”. Como escolher?
INTEIRA: R$ 650,00 é o preço normal da inscrição, válido antes do VII Encontro. No local, esse preço muda para R$ 750,00.
ESPECIAL: há duas modalidades de inscrição especial, conforme abaixo:
R$ 380,00 se for estudante de graduação, trabalhador da saúde, educação ou da justiça;
Se você for estudante de pós-graduação, pagará sua inscrição em dois tempos: 1o. Tempo: igual ao estudante de graduação, pagando R$ 380,00 pelo site, nesse momento; 2o. Tempo: no momento da retirada de suas credenciais no VII Encontro, em que pagará mais R$ 220,00, completando assim o valor total da inscrição do pós-graduando, de R$ 600,00.
Depois que tiver escolhido o tipo de sua inscrição (lembre-se que, no caso da inscrição especial você deverá enviar comprovante que a justifique), clique em “comprar agora”.
Ao clicar sobre esse item, você será direcionado para o site do PayPal – a empresa junto à qual você fará seu pagamento, com seu cartão de crédito, em três vezes sem juros. Este é o
2º passo: Pague de acordo com o tipo de inscrição selecionado. Siga as instruções do Pay Pal. Assim que tiver pago com seu cartão de crédito, receberá uma confirmação do Pay Pal de que pagou e o VII Encontro receberá, por sua vez, um aviso do Pay Pal de ter recebido seu pagamento. Logo que o dinheiro for depositado na conta do VII Encontro, este lhe encaminhará um recibo oficial do pagamento. Caso ainda faltar parte do pagamento (caso das inscrições de pós-graduandos), neste recibo se lerá que deverá completá-lo no momento da entrega de suas credenciais, no Hotel Sofitel, Copacabana, junto à secretaria do evento.
3º passo - somente se você selecionou Inscrição Especial: Enviar uma prova de que você é um estudante de graduação, ou um trabalhador de uma das seguintes áreas: Saúde, Educação ou Justiça, para o e-mail a seguir: rio2012ifepfcl@gmail.com, ou ainda se for estudante de pós-graduação.
Todo aquele que estiver inscrito no VII Encontro tem direito de solicitar reserva de convite para a festa, dia 8 de julho, no Clube Caiçaras. O valor de cada convite é de R$ 160,00. Você poderá pagá-lo até as 12h, na 6a feira, 6 de julho, na secretaria do evento. Temos apenas 40 vagas para a festa.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Seminário do Campo Lacaniano em Fortaleza - junho


Seminário do Campo Lacaniano
O que é a clínica psicanalítica?
A direção do tratamento

Convidada: Maria Anita Carneiro Ribeiro, psicanalista, AME, Fórum do Campo Lacaniano do Rio de Janeiro.   

Sábado 16/05, a partir das 9h

Local: Shopping Del Paseo, na Avenida Santos Dumont, 3131 –  Auditório Viscaya

Investimento: Para participar de todos os módulos: R$ 140,00 profissional e R$ 70,00 estudante
Para participar de módulos avulsos: R$ 160,00 profissional e R$ 100,00 estudante

Ana Laura Prates - coordenação nacional
Elynes Barros Lima - coordenação local