sábado, 21 de julho de 2012

Conferência e lançamento do livro de Antonio Quinet

O Fórum do Campo Lacaniano de Fortaleza convida para a conferência de Antonio Quinet, Quem é o seu outro?, seguida do lançamento do seu mais novo livro, Os Outros em Lacan.


        


DATA: 17 de agosto
LOCAL: Auditório da Torre Del Paseo
Avenida Santos Dumont, 3131
HORÁRIO: 20h
VALOR: R$30,00
INFORMAÇÕES: 8889-8779; 8898-7288; 9994-0161; 8787-1973
INSCRIÇÕES ANTECIPADAS: enviar comprovante de depósito para fcl.fortaleza@gmail.com
Banco do Brasil, agência 1218-1, conta poupança 38909-9 vr. 51 






terça-feira, 3 de julho de 2012

Programa do VII Encontro IF-EPFCL


PROGRAMA DO VII ENCONTRO INTERNACIONAL DA IF-EPFCL
“O que responde o psicanalista? Ética e clínica”
HOTEL SOFITEL – COPACABANA - RIO DE JANEIRO
6, 7, 8, 9 de julho de 2012
Informações e Inscrições: http://www.rio2012if-epfcl.org.br/
e-mail: rio2012ifepfcl@gmail.com
telefones: (21) 2537 1786 ou 2286 9225.


SEXTA-FEIRA, 6 DE JULHO DE 2012
7:30h
HOTEL SOFITEL
Entrega de Credenciais
09:00h
Salão Rio de Janeiro
Mesa de Abertura: Sonia Alberti, Antonio Quinet, Ana Laura Prates Pacheco, Dominique
Fingermann, Jairo Gerbase e Maria Luisa Rodriguez.
09:30 – 11:00h

Plenária 1: “O inesperado no mercado das respostas”. Coordenação: Sidi Askofaré (FR)
e Sandra Berta (BR/SP)
Sonia Alberti (BR/RJ) - “O Insucesso e a resposta do psicanalista”.
Diego Mautino (IT) - “Le chances della contingenza”.
Sol Aparicio (FR) - “Difficulté à l`entrée”.
Antonio Quinet (BR/RJ) - “A interpretação: uma arte com ética”.
11:00 – 12:00h
Salão Rio de Janeiro
Plenária 2. Coordenação: Colette Sepel (FR) e Alba Abreu (BR/SE).
Conferência de Colette Soler (FR): “Oferta, demanda e resposta”.
12:00 – 14:30h
Almoço
Sugestão: Restaurante Fronteira. Av. N.S. Copacabana, 1144
!4:30 – 16:00h
Salão Rio de Janeiro
Plenária 3: “Ética e transferência”. Coordenação: Jean Jacques Gorog (FR) e Ida
Freitas (BR/BA)
Maria Vitoria Bittencourt (BR/RJ) - “Destinos do amor ao saber”.
Marc Strauss (FR) - “C`est ça”
Dominique Fingermann (BR/SP) - “Réponse à une lettre en instance | Resposta à letra
em instância”.
Gabriel Lombardi (AR) - “El juicio íntimo del analista”.
16:00 – 17:30h
Salão Rio de Janeiro
Plenária 4: “A Clínica em intensão e em extensão”. Coordenação: Ricardo Rojas (CO) e
Maria Helena Martinho (BR/RJ).
Jairo Gerbase (BR/BA) - “O Analisando fala; o analista diz”.
Vera Pollo (BR/RJ) - “Como responder ao sintoma que é 'evento corporal'?"
Fulvio Marone (IT) - “Répondre aux murs”.
Françoise Josselin (FR) - “Le déclin de l`interprétation au regard de la jouissance”.
18:00h

Simpósio do Passe. OU Sugestão: Chá na Confeitaria Colombo (em frente ao Hotel
Sofitel, no Forte Copacabana).


Sábado, 7 de julho de 2012

9h – 10:30

RIO DE JANEIRO 1
Português/Français/English
Ética e Lei.
Coord.: Devra Simiu (EUA) e Silvia Facó Amoedo (BR-RN)
Lenita Duarte (BR/RJ) - “O Ato falho cifrado: que lugar para o ato analítico?"
Bárbara Guatimosim (BR/MG) - “A moral mundana e os princípios da ética do desejo”.
Maria Teresa Ferreira de Fontes (BR/RN) - “Ao sujeito de direito, os direitos do
sujeito”.
Eduardo Brandão (BR/RJ) - “O Sintoma da criança e as leis jurídicas”.

RIO DE JANEIRO 2
Português/Français/Español
A política do ato analítico.
Coord.: Mario Brito (VE) e Silvia Franco (BR-SP)
Heloísa Ramirez (BR/SP) – “O Silêncio e a voz – uma reflexão sobre a pulsão
invocativa e a resposta do psicanalista”.
Raul Pacheco (BR/SP) - “O Real: a resposta da ciência e a resposta do psicanalista”.
Bernard Lapinalie (FR) - “Produire un acte qui ne serait pas débile mental”.
Sandra Berta (BR/SP) - “A Operância psicanalítica: ato e interpretação”.

FLAMENGO
Português/Español/Italiano
A clínica do mal-estar
Coord.: Elisabete Thamer (FR) e Georgina Cerquise (BR-RJ)
Susy Roizin (IL) - “'No puedo dormir. No puedo. No'”.
Francesca Tarallo (IT) - “En-corps”.
Andrea H. Fernandes (BR/ BA) - “O Manejo da angústia na clínica”.
Patrícia Muñoz (CO) - “Lo surpreendente es que haya respuesta”.

RIO DE JANEIRO 3
Português/Español
Gozo Outro Coord.: Omar Tarraubella (AR) e Gloria Justo (BR-RJ) Soneide Lima (BR/RJ) - “Paranoia? Pura?" Luis Achilles Furtado (BR/CE) - “Autista: sujeito e indivíduo”. Ingrid de Figueiredo Ventura (BR/PA)  
 - “'Algo que vem de fora e toma conta de
mim': a transferência na clínica dos fenômenos psicossomáticos”.
Lilian Aragão (BR/RJ) - “Fenôme-no psicossomático: um traço do Outro inscrito no
real do corpo”.
BOTAFOGO
Português/Español
Contemporaneidade Mal-estar
Coordenação: Gladys Mattalia (AR) e Alan de Paula (BR-PA)
Leandro Alves Santos (BR/SP) - “As Respostas de Freud ao establishment
                                                científico de sua época: algo mudou para os psicanalistas de hoje?”
Marcelo Checchia (BR/RJ) - “O Psicanalista responde com sua política”.
Alicia Donghi (AR) - “'Donde ello era, yo debo devenir'? 'Donde ello es, el sujeto
podrá advenir'”.
Mariel Santos (AR) - “'Morir de vergüenza'”.
10:30 – 12h
Corpo, sexo e sintoma.
Coord.: Anne-Marie Combres (FR) e Helena Bicalho (BR-SP).
Maria Helena Martinho (BR/RJ) - “O que responde o psicanalista sobre a perversão?”
Susan Schwartz (AU) - “The clinic of the speaking body”.
Angela Mucida (BR/MG) - “Uma resposta fundamental”.
Sonia Borges (BR/RJ) - “O Sinthome sou eu”.
Passe
Coord.: Patricia Zarowski (FR) e José Antonio Pereira da Silva (BR-BA)
Maria Luisa Rodriguez (BR/RJ) - “O Empuxo à elaboração”.
Alfredo Sclani (AR) - “Interroga algo de la esencia del ser resuena como [objeto]
voz en el pasador?”
Ricardo Rojas (CO) - “La Verleugnung: respuesta del sujeto al acto”.
Marcelo Mazzuca (AR) - “La Respuesta humorística”.
Transferência e fantasia.
Coord.: Andrea Dell’Uomo (IT) e Andrea Rodrigues (BR-CE)
Viviana Goméz (AR) - “El Marco de la escena final”.
Andrea Brunetto (BR/MS) - “A Persuasão do fantasma”.
Eliane Schermann (BR/RJ) - “O 'Inessencial' do Sujeito suposto Saber”.
Carolina Zaffore (AR) - “Desde dónde responder en el dispositivo de control”.

Instituição. 
Coord.: Rithée Cevasco (ES) e Consuelo Pereira de Almeida (BR-SP)
Silvia Migdalek (AR) - “Las respuestas de la memoria...”.
Silvana Pessoa (BR/SP) - “A Psicanálise nas instituições. Razão de um fracasso”.
Florencia Farias (AR) - “El Deseo del analista y su relación al lazo social”.
Yuta Pech (IL) - “Intersecção entre saúde mental e sistema educacio-nal. Uma
experiência nas escolas em Rishon Letzion, Israel”.
Casos Clínicos.
Coord.: Carme Dueñas (ES) e Robson Melo (BR-SC)
Jair Dias Augusto Junior - “Trauma e fantasia na histeria: recorte de um caso clínico”.
Yara Marconi - “O Inconsciente e a ética da psicanálise”.
Bela Malvina - “'Quero viver, quero ser feliz'. Como dar voz ao desejo?”
Gilda Pitombo - “O que a psicanálise hoje pode nos falar sobre a histeria masculina”.
12h – 12:30
Sessão de Posters:
Ver Anexo 1

12h – 15h
ALMOÇO

15h –16:30
RIO DE JANEIRO 1
Português/Français/Español
Poética
Coord.: Javier Oñativia (ES) e Delma Gonçalves (BR-MG)

Elisabeth Saporiti (BR/SP) - “A resposta do analista entre a poética e a lógica
apofântica”
Ida Freitas (BR/BA) - “O Signifi-cante é no simbólico, a letra é no real: a questão
da escrita”.
Radu Turcanu (FR) - “Le parlêtre, le dire que non, le corps qui se jouit”.
Ana Paula Gianesi (BR/SP) - “O Cálculo tático e a res(a)posta de analista”

RIO DE JANEIRO 2
Português/Français/English
Capitalismo
Coord.: Gabriela Zorzutti (EUA/AR) e Lia Silveira (BR-CE)
Christian Dunker (BR/SP) - “Crítica da razão diagnóstica de Lacan”.
Leonardo Rodriguez (AU) - “A response based on evidence”.
Jean-Pierre Drapier (FR) - “La Responsabilité du psychanalyste”.
Rosane Melo (BR/RJ) - “O Avesso do ato: a psicologia das massas e o discurso
capitalista”.
FLAMENGO
Português/Español/Italiano
Psicose
Coord.: Cristina Tamburini (IT) e Katia Botelho (BR-MG)
Ricardo Cabral (BR/RJ) - “A Psicose como resposta de um sujeito à exigência normativa”.
Celeste Soranna (IT) - “Esilio dal rapporto sessuale e risposte dello psicoanalista,
nelle psicosi”.
Rede de Pesquisa de Psicose e Arte – Sheila Abramovitch (BR/RJ) (Relatora) - “A
Passagem de uma a outra escrita”.
Julieta de Battista (AR) - “El Encontro con el psicótico y la respuesta del analista”.
RIO DE JANEIRO 3
Português/Español
Rigor ético
Coord.: Silvia Rodriguez (AU) e Graça Pamplona (BR-Petrópolis)
Tatiana Assadi (BR/SP) - “De uma siberiética: resposta de analista?”
Clara Cecilia Mesa (CO) - “Motivos éticos de la respuesta clínica del analista”.
Luiz Felipe González (BR/SP) - “Leitura das fórmulas da sexuação: o rigor de sua
proposta e contexto de preocupações”.
Julie Travassos Gallina (BR/RJ) - “A hermética psicanalítica”.
BOTAFOGO
Português/Español
Transferência e ato
Coord.: Gloria Patricia Pelaéz J. (CO) e Juliana Costa (BR-MS)
Paul Kardous (BR/SP) - “A Interpretação e o saber inconsciente”.
Sandra Mara Nunes Dourado (BR/CE) - “Transferência e ato analítico”.
Soraya C. Rigo (BR/BA) - “Na clínica do suicídio a resposta do analista é orientada
por que ética?”
Terezinha Saffi (BR/SC) - “O Ato analítico: clínica na direção do real”.
16:30– 18h
A que será que se destina?
Coordenação: Claudine Beaussier (FR) e Fernando Grossi (BR-MG)
Beatriz Maya (CO) - “Un Witz: la inocencia”.

Beatriz Oliveira (BR/SP) - “Para além do fim do toro neurótico: uma invenção como
resposta no final da análise”.
Miriam Ximenes Pinho (BR/-SP) - “Na vertigem da dor: o luto na zona entre os vivos e
os mortos”.
Clarice Gatto (BR/RJ) - “Do trau-mático: o que torna comunicável a experiência
psicanalítica?”

O-cult`ar-te
Coord.: Esther Faye (AU) e Sergio Scotti (BR-SC)
Roseli Rodella (BR/SE) - “As Respostas do psicanalista na cultura”.
Gloria Sadala (BR/RJ) - “Sublimação: uma resposta ética e clínica”.
Vanisa Maria da Gama Moret Santos (BR/RJ) - “O Pó-ético na escrita do desassossego”.
Leônia Teixeira (BR/CE) - “Corpo e abjeto: sobre arte e psicanálise”.
Dizer. 
Coord.: Beatriz E. Zuluaga (CO)  e Rosanne Grippi (BR-RJ)
Maria Domenica Padula (IT) - “Do-po il dire, il semi-dire e il ben-dire: mentire
etica del godimento?”.
Conrado Ramos (BR/SP) - “A interpretação é o dizer o valor de verdade do sintoma”.
Paola Malquori (IT) - “Tu, tu, tu. L`invocazione e il posto del desiderio.
Ri-spondere, ri-scrivere, ri-uscire”.
Daniela Chatelard (BR/DF) - “Do Bem-dizer e do Real na Psicanálise”.
Criança e ato
Coord.: Rosa Escapa (ES) e Sonia Magalhães (BR-BA)
Gabriela Attene (AR) - “El pequeño Wolfgang, análisis de un niño con síndrome de
Asperger”
Katarina Aragão (BR/SP) - “A res-posta do analista deve considerar que do brincar da
criança na análise pode surgir o REAL?”
Glaucia Nagem (BR/SP) - “'Não procuro, acho' – Picasso e o passe".
Liliana Alves (BR/SC) - “A repetição e o ato do analista”.
Direção do tratamento
Coord.: Lola Lopez (ES) e Paulo Cesar Muniz (BR-RJ)
Rainer Melo (BR/MG) - “O Ato analítico na direção da cura”.
Paula Fiochi e Abílio da Costa Rosa (BR/SP) - “O que responde o analista nas
práticas de formação de profissionais da saúde?”
Gonçalo Galvão (BR/SP) - “Em um 'primeiro Freud' o singular da resposta do
psicanalista”.

21:00h
Teatro Tom Jobim
(dentro do
Jardim Botânico)
Abram-se os histéricos (1a. sessão)
Cia. Inconsciente em Cena. Peça de Antonio Quinet e Regina Miranda, música de José
Eduardo Costa Silva e grande elenco, sobre o encontro de Freud com os histéricos das
lições de Charcot e o início da psicanálise.
Ingressos à venda no site: www.ingresso.com ou NO LOCAL


DOMINGO, 8 DE JULHO DE 2012
9:00 – 10:30h
Salão Rio de Janeiro
Plenária 5: “A Poetica do analista”. Coordenação: Ana Martinez (ES) e Andrea
Brunetto (BR/MS).
Albert Nguyên (FR) - “Une Réponse poétique et clinique”.
Ana Laura Prates Pacheco Pacheco (BR/SP) - “O Forçamento por onde o psicanalista
pode fazer ressoar outra coisa”.
Luis Izcovich (FR) - “Las marcas de la interpretación”.
Angélia Teixeira (BR/BA) - “O Equívoco na prática do dizer”.
10:30 – 12:00h
Salão Rio de Janeiro
Plenária 6: “As respostas da Escola”. Coordenação: Joseph Monseny (ES) e Angela
Diniz (BR/MG).
Patrick Valas (FR) - “Un style de vie”.
Michel Bousseyroux (FR) - “Que répond le borroméen? La réponse post-joycienne de Lacan”
Vicky Estevez (FR) - “La non réponse”.
Lydie Grandet (FR) - “Oser être analyste”
12:00 – 12:30h

Hall do Salão RJ
Sessão de Posters (ver Anexo 2)
12:30 – 14:30h
Almoço
Sugestão: Restaurante Fronteira. Av. N.S. Copacabana, 1144
14:30 – 16:00h
Salão Rio de Janeiro
Plenária 7: “Respostas na clínica com crianças”. Coordenação: Patrick Barillot (FR)
e Zilda Machado (BR/MG).
Martine Menès (FR) - “Nouage de stabilisation dans une cure d`enfant?”
Elisabeth da Rocha Miranda (BR/RJ) - “O que responde o psicanalista frente ao autismo”.
Bernard Nominé (FR) - “A propos de l`autisme: il y a surement quelque chose à dire”.
Maria Anita Carneiro Ribeiro (BR/RJ) - “O que responde o analista ao sujeito dito
criança”.
16:00 – 17:30h
Salão Rio de Janeiro
Plenária 8: “Articulação: Da ética à política da psicanálise”. O VII Encontro da
IF-EPFCL convida a Articulação das Entidades Psicanalíticas Brasileiras.
Coordenação: Sonia Alberti (Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano |
EPFCL). Entrada Franca.
Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano: Florencia Farias (Argentina);
Leonardo Rodriguez (Austrália); Mario Binasco (Itália); Sol Aparicio (França).
Associação Psicanalítica de Porto Alegre: Ana Costa; Círculo Brasileiro: Anchyses
Jobim Lopes; Corpo Freudiano Escola de Psicanálise: Denise Maurano; Escola Letra
Freudiana: Patrícia Sá; Instituto Sedes Sapientiae: Maria Helena Salem; Laço
Analítico Escola de Psicanálise: Luciano Elia, Mariana Abreu e Nympha Amaral; Praxis
Lacaneana|Formação em Escola): Antonia Magalhães.
17:30 – 18:00h
Salão Rio de Janeiro
Mesa de Encerramento do VII Encontro Internacional da IF-EPFCL.
20:00h
Teatro Tom Jobim
(dentro do
Jardim Botânico)
Abram-se os histéricos (2a. sessão)

Cia. Inconsciente em Cena. Peça de Antonio Quinet e Regina Miranda, música de José
Eduardo Costa Silva e grande elenco, sobre o encontro de Freud com os histéricos das
lições de Charcot e o início da psicanálise.

Ingressos à venda no site: www.ingresso.com ou NO LOCAL

21:00h
Clube dos Caiçaras
Festa (última oportunidade de adquirir ingressos: Sexta-feira, 6 de julho, até
12:00h, na Secretaria do Evento, mediante apresentação de crachá do VII Encontro da
IF-EPFCL).

RESPONSÁVEIS DE SALA:
Sexta-feira,
6 de julho
Manhã
Maria da Glória Paes de Carvalho Nunes, Odete Ana Lemos Pampolha, Sandra Mara
Machado Chiabi
Tarde
Adriana Dias de Assumpção Bastos, Mario Faico, Regina José de Oliveira

Sábado,
7 de julho
Manhã
Rio de Janeiro I
Rio de Janeiro II
Flamengo
Rio de Janeiro III
Botafogo
Julie Travassos Gallina
Márcia Regina Madeira Pourchet
Sirleida Ferreira Alves
Naiza Cristina Thomaz
Claudia Brum Apocalypse Galhardi

Tarde
Rio de Janeiro I
Rio de Janeiro II
Flamengo
Rio de Janeiro III
Botafogo
Beatriz Rocha Azevedo dos Santos
Bruna Paranhos Americano
Elisa Rocha Cunha
Yara Maria de Oliveira Marconi
Rosana Maldonado Torres


Domingo,
8 de julho
Manhã
Ana Maria Magalhães Mello e Souza, Ana Paula M. Lettieri Fulco, Maria Luisa Rodriguez
Tarde
Ana Rita Ramos Silva Carvalho, Bela Malvina Szajdenfisz, Gloria Justo



SEGUNDA-FEIRA, 9 DE JULHO DE 2012
10:00 – 13:00h
Salão Rio de Janeiro

Assembleia Geral da Internacional dos Fóruns do Campo Lacaniano (somente membros)
13:00 – 15:00h
Almoço
Sugestão: Restaurante Fronteira. Av. N.S. Copacabana, 1144
15:00 – 18:00h
Salão Rio de Janeiro
Assembleia Geral da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano (somente
membros)




Anexo 1:

PÔSTERES – HALL DO SALÃO RIO DE JANEIRO 1
Sábado, 7 de julho de 2012.


“O que responde o psicanalista em um ambulatório público? Uma direção a partir da
demanda”.
Autoria de: ALINE DE OLIVEIRA E SOUZA, DANIELA ABDALLA ZACCUR, ERICKA DOMINGUEZ
MELQUIADES, HELOENE FERREIRA DA SILVA, LUISA MOTTA CORRÊA, MAURÍCIA DOS REIS
LEANDRO, SONIA ALBERTI, VERA POLLO (Rio de Janeiro/RJ).

“Psicanálise na instituição: por uma prática menos acéfala”.
Autoria de: ALINE TAVARES LIMA (Rio de Janeiro/RJ).

“Psicanálise e Psiquiatria: A interconsulta como experiência em um Hospital Geral”.
Autoria de: GARDÊNIA HOLANDA MARQUES, MARIA LUISA XIMENES FEIJÃO e LUIS ACHILLES
RODRIGUES FURTADO (Sobral/CE).

“A Enfermagem em saúde mental e a ética da psicanálise: por uma chance de responder”
Autoria de: BRUNA CAMAROTTI DA CUNHA e LIA CARNEIRO SILVEIRA (Fortaleza/CE)

“Que respostas são possíveis na clínica das toxicomanias?”
Autoria de: CYNARA TEIXEIRA RIBEIRO e ANDREA HORTÉLIO FERNANDES (Salvador/BA).

“A Resposta ética do secretário e o trabalho do delírio”.
Autoria de: KAREN CRISTINA MARTINS ALVES (São Paulo/SP)


“Reflexões sobre as políticas de saúde e sua relação com o capitalismo”.
Autoria de: FRANCISCA MARIANA ABREU SENRA (Rio de Janeiro/RJ).

“Psicanálise e Educação: (Im)Possíveis Tangenciamentos”.
Autoria de: RENATA GEOFFROY (Rio de Janeiro/RJ).

“A Clínica psicanalítica e o real: uma resposta (in)possível. Reação Terapêutica
Negativa”.
Autoria de: ROSANA MALDONADO TORRES (Rio de Janeiro/RJ).

“A dimensão significante da passagem ao ato: uma questão acerca da clínica do
suicídio”.
Autoria de: MARCOS VINICIUS BRUNHARI (Curitiba/PR)

“Respostas e Responsabillidades do analista no atendimento a crianças e adolescentes
em situação de violência sexual”.
Autoria de: SANDRA TORRES SERRA (Rio de Janeiro/RJ).

“Psicanálise em instituições”.
Autoria de: SONEIDE SALES LIMA E REGINA JOSÉ DE OLIVEIRA (Rio de Janeiro/RJ).

“Que consequências o analista tira de uma brincadeira?”
Autoria de: VANUSA BALIEIRO DO REGO BARRA (Belém/PA)

“A Ética trans-histórica e as verdades do acontecimento”.
Autoria de: VINICIUS DE AZEVEDO SILVA (São Paulo/SP)

Anexo 2:

PÔSTERES – HALL DO SALÃO RIO DE JANEIRO2
Domingo, 8 de julho de 2012.

“Da fala do sujeito ao sujeito da fala".
Autoria de: ANA PAULA LETTIERI FULCO (Rio de Janeiro/RJ).


“A Dimensão política da ética na clínica psicanalítica”.
Autoria de: BRENDALI DIAS (São Paulo/SP)

“Desejo de analista”.
Autoria de: FERNANDA ZACHAREWICZ (São Paulo/SP)

“Psicanálise e Psiquiatria: A interconsulta como experiência em um Hospital Geral”.
Autoria de: GARDÊNIA HOLANDA MARQUES, MARIA LUISA XIMENES FEIJÃO e LUIS ACHILLES
RODRIGUES FURTADO (Sobral/CE).

“Entre a Clínica e a Educação: o início de uma experiência no trabalho com crianças
autistas”.
Autoria de: MARIA LUISA XIMENES FEIJÃO, GARDÊNIA HOLANDA MARQUES E LUIS ACHILLES
FURTADO (Sobral/CE)).

“Uma Resposta à luz da psicanalítica para as consequências da modificação o
entendimento do crime de abuso sexual contra crianças e adolescentes”.
Autoria de: INGRID QUADROS DE MELLO (Florianópolis/SC)

“O Fenômeno psicossomático e o discurso capitalista”.
Autoria de: JAMILE LUZ MORAIS (São Paulo/SP)

“Leituras da clínica, escritas da cultura: Arte & psicose. A obra de Arthur Bispo do
Rosário”.
Autoria de: DALVA BOTELHO GANDRA MESQUITA E MARIA CRISTINA CANDAL POLI (Rio de
Janeiro/RJ).

“Narcisismo na cidade, cidadão narcisista: que resposta pode dar o psicanalista?”
Autoria de: KIZZY LEANDRINI TORRANO (São Caetano do Sul/SP)

“A Ética e a compaixão como possíveis respostas do sujeito frente ao mal-estar na
cultura".
Autoria de: MARINELLA MORGANA DE MENDONÇA (Belo Horizonte/MG)

'Ser Mau Pai. Uma metáfora de suplência?'.
Autoria de: MARISTELA AZEVEDO DE FRANÇA OLIVEIRA BASTOS (Rio de Janeiro/RJ)

“Transsexualidade: inscrições (cisões) da subjetividade no corpo”.
Autoria de: NATALIA TRAVASSOS PORTO ALEGRE (Rio de Janeiro/RJ)

“Mentiras ou fantasias infantis?”.
Autoria de: ODETE ANA LEMOS PAMPOLHA (Rio de Janeiro/RJ).

“A Expressão do desejo na dança e sua relação com a psicanálise”.
Autoria de: STELLA MARIS BRANDENBURG MORRIESEN (Florianópolis/SC).




ORGANIZAÇÃO DO VII ENCONTRO
da
Internacional dos Fóruns – Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano
(IF-EPFCL)

Coordenação do VII Encontro:
Sonia Alberti (Presidente); Maria Helena Martinho (Tesoureira); Rosane Melo
(Secretária); Rosanne Grippi (Secretária).
Comissão Científica:
Antonio Quinet (Coordenador). Alba Abreu (Brasil); Albert Nguyên (França); Ana Laura
Prates Pacheco (Brasil); Ana Martinez (Espanha); Carmen Gallano (Espanha); Colette
Soler (França); Diego Mautino (Itália); Dominique Finguermann (Brasil); Gabriel
Lombardi (Argentina); Leonardo Rodriguez (Austrália); Patrícia Muñoz (Colombia).
Comissão Social:
Elisabeth da Rocha Miranda e Maria Pinto (Coordenadoras). Ana Maria Magalhães;
Consuelo Pereira de Almeida; Georgina Cerquise; Maria da Glória Nunes; Roberto May;
Sheila Abramovitch; Yara Lemos.
Comissão de Cultura:
Ana Rosa Mauro de Melo; Eliane Schermann; Leila Equi; Maria Helena Coimbra Nunes;
Renato Schvartz; Vanisa Maria da Gama Moret Santos.
Comissão de Divulgação:
Vera Pollo e Sonia Borges (Coordenadoras); Bela Malvina Szajdensisz; Geísa Freitas;
Julie Travassos Gallina; Yara Lemos.
Comissão de Patrocínio:
Adriana Dias de Assumpção Bastos; Glória Sadala; Luciana Torres e Renata Faria Espiúca.
Autores dos Prelúdios:
Albert Nguyên; Ana Laura Prates Pacheco Pacheco; Carmen Gallano; Colette Soler;
Diego Mautino; Dominique Fingermann; Florencia Farias; Gabriel Lombardi; Jairo
Gerbase; Jesus Mansilla Navarro; Juan Guillermo Uribe; Leonardo Rodriguez; Maria
Anita Carneiro Ribeiro; Michel Bousseyroux; Patrícia Muñoz; Sol Aparicio; Susy
Roizin; Trinidad Sanchez-Lander Biezma; Vera Pollo.
Tradutores dos Prelúdios:
Andrea Dell’Uomo (IT); Chantal Degril (NZ); Devra Simiu (EUA); Diego Mautino (IT);
Gabriel Lombardi (AR); Gabriela Zorzutti (EUA/AR); Gaetano Tancredi (IT); Gail
Burrows (IT); Gloriana Bartoli (IT); Grazia Tamburini (IT); Gustavo Restivo (IT/NZ);
Elisabete Thamer (FR); Elisabeth da Rocha Miranda (BR); Elisabete Thamer (FR);
Esther Faye (AU); Fátima Milnitzky (BR); Iris Santana (IT); Josée Mattei (FR);
Leonardo Rodríguez (AU); Maria Luisa Rodriguez (BR); Maria Teresa Maiocchi (IT);
Megan Williams (AU); Paola Malquori (IT); Patrícia Muñoz (CO); Patricia Zarowsky
(FR); Roberta Giacchè (IT); Sandra Berta (BR); Sonia Alberti (BR); Stefano Ferrara
(IT); Vicky Estevez (FR); Vera Pollo (BR); Viviana Gómez (AR).
Direção da EPFCL-Brasil
Ana Laura Prates Pacheco Pacheco (Diretora Geral); Beatriz Oliveira (Tesoureira);
Sandra Berta (Secretária).
Agradecimentos especiais:
Anish Kapoor. Adriana Dias; Bruno Schweller; Celia Silva; Clare Chapman; João Luiz
Kohl Moreira; Lucile Cognard; Ricardo Sousa.
Eletronuclear; Lidador e Restaurante Fronteira.


.... RUMO AO VIII ENCONTRO DA IF-EPFCL !!!

1 Quatorze Pôsteres serão expostos no sábado e outros quatorze Pôsteres, no domingo,
às 8:30 e assim permanecerão o dia todo (até às 18h). Das 12 até às 12:30h o
Programa do VII Encontro da IF-EPFCL prevê uma “Sessão de pôsteres” durante a qual
seus autores permanecerão do lado de seus trabalhos para responderem a eventuais
questões que o público venha a ter sobre eles e/ou para permitir um debate sobre o
tema do pôster.
2Idem.

terça-feira, 26 de junho de 2012

VII Encontro IF-EPFCL - Prelúdio 12

VII Encontro da IF-EPFCL
O QUE RESPONDE O PSICANALISTA? ÉTICA E CLÍNICA
6 – 8 Julho de 2012

Prelúdio 12: QUANDO A PSICANÁLISE PODE RESPONDER

Florencia FARÍAS

Neste Prelúdio decidi compartilhar algumas reflexões a respeito da situação da psicanálise e dos psicanalistas em meu país: a Argentina,  porque o tema me parece muito próximo com aquele ao qual o próximo Encontro Internacional no Rio nos convoca: a resposta do analista,  quando e a de onde deve responder.
            A psicanálise, por ser mais um elemento da trama socio-cultural, não está isenta dos efeitos subjetivos da época. E é sua responsabilidade poder responder no tempo e na época na qual está imersa. É uma incumbência ética nos perguntar pela incidência que nela promovem os reais do nosso tempo, nos quais a dimensão dos gozos tendem a se igualar, enquanto a função paterna instauradora da legalidade tende a se diluir, obrigando-nos a pensar na legitimidade sobre a qual se funda o ato analítico  no contexto da atualidade.
            Interrogar Freud, Lacan, a partir dos problemas que nossa prática suscita, é o que devemos para re-criar e relançar a psicanálise.
            Sabemos que a psicanálise vai na contramão do discurso capitalista dominante, da globalização, que arrazam as singularidades. As condições atuais propiciam a detonação da subjetividade, a expulsão da condição de sujeito.
            No entanto, na Argentina, diferentemente do que nos transmitem colegas de outros países, especialmente da Europa, a psicanálise tem cada vez mais lugar e reconhecimento. Logrou persistir e se impor, apesar das crises políticas e econômicas que nosso país sofreu em diferentes épocas e contextos. Parece-me interessante que nosso próximo Encontro conta com um espaço para podermos refletir sobre a situação da psicanálise em cada uma das zonas de nossa comunidade.
            Em Buenos Aires, a classe média se psicanaliza, e quase sem exceção, os intelectuais também. E isso se estende para muitos lugares da Argentina, até os mais distantes.
            É tão numerosa a demanda, que é usual falar da própria análise e do próprio psicanalista, nos mais diferentes âmbitos sociais. Analisar-se aqui, não é sinônimo de loucura, mas uma busca de querer aliviar sofrimentos, uma busca por novos saberes.
            Será então que na Argentina há mais neurose do que em outros países? Ou será que a oferta da psicanálise possibilita a muitos lê-la, levando à formulação da demanda e à consulta possível? Talvez deveríamos fazer um estudo aprofundado das variadas causas que tornaram possível sua permanência e difusão? Será que é assim também nos outros países da América Latina? E no Brasil, a psicanálise também tem tal alcance, vindo a possibilitar as análises?
            Na Argentina, atualmente, qualquer setor da população, mesmo os mais carentes, tem a possibilidade de se encontrar com um analista e decidir fazer um tratamento analítico tanto em hospitais públicos, centros de saúde mental, onde poderão ter acesso a tratamentos gratuitos, ou em instituições privadas, nas quais terão a possibilidade de fazer tratamentos por um preço accessível, ou ainda no caso das patologias mais severas,  em centros psiquiátricos monovalentes[1].
            Além disso, nosso país conta com obras sociais e assistência de saúde pré-paga, nos quais trabalham praticantes da psianálise e, por que não?, analistas, aos quais grande parte da população tem acesso.
            Não podemos desconhecer que nos hospitais a psicanálise opera, que a transferência produz eficácia, aliviando sofrimentos, tanto em neuróticos quanto em psicóticos.
            E está mais próxima a proposta de lançada por Freud em 1919, no texto “Linhas de Progresso na Terapia Psicanalítica”:
É muito provável, também, que aplicação em larga escala da nossa terapia nos force a fundir o ouro puro da análise livre com o cobre da sugestão direta; e também a influencia hipnótica poderá ter novamente seu lugar na análise, como o tem no tratamento das neuroses de guerra. No entanto, qualquer que seja a forma que essa psicoterapia para o povo possa assumir, quaisquer que sejam os elementos dos quais se componham, os seus ingredientes mais efetivos e mais importantes continuarão a ser, certamente, aqueles tomados à psicanálise estrita e não tendenciosa[2].

            Desde o início Freud se preocupou em conseguir com que sua invenção, a psicanálise, não desaparecesse com o passar dos anos e pudesse atravessar o século XX. As instituições psicanalíticas que existem são a prova de como a ambição e o desejo de Freud se viram realizados. Apesar dos obstáculos – gratuidade dos tratamentos, o tema do tempo curto –, o analista opera. Como conservar a ética que nos diz respeito? o que fazer? Pensamos que, ao estarmos advertidos, calcular e pensar até onde podemos tensionar e torcer os conceitos fundamentais sem tornar a psicanálise bastarda, nos permitirá avançar em situações que não são as ideais, mas as possíveis. Se estas condições não criam um analista, tampouco excluem a possibilidade de ele incidir e operar precisamente no desenlace dos gozos, em função de sua presença no real.
            Vale ainda uma prática que se centra na ética centrada no ato. Amarrado a uma ética, nos dá a liberdade para intervenções que também nos reclama.
            Hoje, o movimento, especialmente lacaniano, existe e está vivo, não somente nas instituições psicanalíticas, mas também nas universidades. Estas o protagonizam, particularmente através da faculdade de psicologia da Universidade de Buenos Aires, que conta com um corpo de professores com sólida formação psicanalítica, com disciplinas de orientação essencialmente lacaniana, de forma que em grande quantidade os egressos desejam continuar se formando na dita orientação. Além disso, é notável a difusão da psicanálise que se amplia para todo âmbito socio-cultural. Hoje em dia é difícil abrir um suplemento cultural de um dos grandes jornais argentinos, ou de revistas, e não encontrar um artigo que faça referência a Freud e Lacan ou algum tema “psi”.
            O movimento dominante nestes anos, nos quais se difundiu o lacanismo, é de abertura ao diálogo, à interrogação e ao se deixar interrogar pelas mais diferentes produções artísticas e científicas. É habitual o diálogo e o debate entre analistas, cineastas, gente de teatro, escritores, pintores, humoristas. Pesquisadores também propiciaram esse diálogo, sobretudo filósofos, matemáticos, linguistas, e é de ressaltar o avanço que a pesquisa em psicanálise teve nestes últimos anos, não apenas teórica, mas também articulada com a clínica, ganhando cada vez mais terreno em um contexto antes exclusivo às ciências duras.
            Além disso, existe uma oferta superabundande de escolas de formação psicanalítica, cursos, oficinas, conferências. Isso gerou tanto uma vasta setorização dos agrupamentos, quanto uma superabundância de grupos e Escolas, dentre as quais nomeio algumas:

1-      As instituições afiliadas à IPA, nas quais – apesar de nelas ainda primar a burocratização e de nelas conviverem diferentes referenciais teóricos –, se verifica um grande avanço do lacanismo, vedado até umas duas décadas atrás, sem, evidentemente, a consideração pelo passe;
2-      As instituições que, com grande verticalismo, respondem ao millerismo. A EOL ainda agrupa muitos membros e, apesar das insatisfações que se escutam, parece que é um lugar de proteção diícil de perder;
3-      Aquelas que, sem buscarem um burocratismo nem um verticalismo, se agrupam em torno da Reunião Latinoamericana de Psicanálise, cada uma mantendo sua própria diversidade. Nestas falta, no entanto, um vínculo com um movimento internacional e algumas instituições que a constituem não praticam o passe.
4-      Um número importante de analistas não integra nenhuma instituição e cirucula entre elas, inseridos em hospitais ou se agrupam para publicações.

            Para sustentar uma psicanálise viva é preciso as instituições psicanalíticas, mas também é preciso renunciar aos dogmas e aos discursos consistentes. Depende de nós que a psicanálise seja uma ferramenta crítica, tanto de seus próprios dogmas, como daquelas teorias científicas que resistem atualmente ao desenvolvimento dela.
            Assim como a psicanálise em intensão depende do funcionamento do dispositivo e da associação livre, quando a única garantia é a leitura literal do que se diz, na psicanálise em extensão, a responsabilidade do analista é oferecer sua leitura dos fatos, sabendo que não pode calcular o êxito de sua proposta.
Embora não toda divulgação da psicanálise é conveniente, é necessário que o psicanalista saiba ler à letra o que dita divulgação gera, rompendo, desse modo, com a ilusão de reservar a psicanálise somente para pequenos círculos de expertos.
            O desejo do analista faz funcionar os dispositivos em intensão e em extensão.
            É certo que o sujeito de nosso tempo não se apresenta com o que poderíamos chamar uma versão clássica da neurose. Não chega interrogando-se sobre seu sintoma ou sobre a causa de seu sofrimento.
            Esse tipo de indiscriminação entre o desgoverno dos gozos e a lei do desejo dá lugar às mais variadas manifestações clínicas antes confinadas aos hospitais públicos, mas agora também presentes em nossos consultórios.
            Como psicanalistas não devemos retroceder. Isso implicaria em deixar o caminho livre para o avanço das terapias alternativas que respondem em consonância com o mandamento atual: eficiência, resultados a curto prazo, apesar de a arma ser a sugestão, fazendo com que os sintomas possam retornar com mais força, ou a neurofarmacologia cuja resposta para o cansaço, a depressão, a apatia, a impotência, são os antidepressivos, o viagra etc, ou seja, diferentemente da psicanálise, propõe um objeto adequado. Um mundo de “felicidade química”. Ou então, implicaria em se deixar cada vez mais livre o caminho para a religião, o ocultismo, as soluções mágicas.
            A psicanálise conta com poderosos recursos para subvereter o determinismo alienante.  Corremos o risco de não saber oferecer nossa escuta aos casos clínicos que escapam a nossas fórmulas clássicas. Ela tem os meios para incidir sobre a modalidade do discurso que aprisiona o sujeito, para restituir a este sua dimensão ética, e é sua responsabilidade “não se acomodar na sua poltrona” e poder responder.
            Será com nossa presença nos hospitais, centros assistenciais, obras sociais, universidades, e desenvolvendo políticas de atenção aos novos quadros mesmo quando estes não se dirigem a nós em nossa lingua herdada. A resposta do analista – e sua forma de incidir no mal-estar na cultura –, não se dá a partir de uma leitura sociológica e sim, clínica e ética. É um exercício, a partir de seu ato, fazendo prevalecer a linguagem como operador a modificar e ordenar o real.

Buenos Aires, abril 2011.
Tradução de Sonia Alberti e Revisão de Sandra Berta.

[1] Na Argentina, hospital monovalente é aquele que se dedica à atenção de somente uma especialidade médica, neste caso: a psiquiatria.
[2] Freud, S. (1919 [1918) Linhas de Progresso na Terapia Psicanalítica. In:Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Tradução J. Salomão. v. XVII. Rio de Janeiro: Imago, 1996. p. 181.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

VII ENCONTRO IF-EPFCL - Prelúdio 11












VII Encontro da IF-EPFCL
O QUE RESPONDE O PSICANALISTA? ÉTICA E CLÍNICA
6 – 8 Julho de 2012

PRELÚDIO 11:   A RESPOSTA NÃO TODA DO ANALISTA
Susy ROIZIN

O que responde o psicanalista? Responde… "Olá!...” “Boa tarde”... “Bom dia”…, conforme a hora, conforme o lugar. O analista responde a uma chamada no celular, uma mensagem de texto, um email, ou uma rede social pela internet… em fim, ele não é alheio às vicissitudes de seu tempo. A era das comunicações e as vertiginosas inovações tecnológicas não deixam indiferente a nossa prática, que adota hoje estilos que nem Freud nem Lacan poderiam imaginar. O analista, como todos, está imerso no discurso circulante, tesouro vivo de significantes: palavras, frases, mitos, crenças e chistes, que nascem e morre como as células de todo corpo vivo.
            O analista compartilha o Código da Linguagem, ainda que não sem uma particular sensibilidade aos fenômenos da linguagem, desenvolvida durante sua formação e sua própria análise. Assim que comprovar que a análise é possível, o uso que o analista fará da linguagem será diferente. A relação do começo, a serviço da comunicação, o acordo, o encontro, se transformará em uma relação assimétrica, na qual só um sujeito conta. Lacan dizia [1] que o analista paga com a sua pessoa para atingir os objetivos da análise. Em seguida situa o analista na posição de objeto, causa do desejo e condição para o surgimento do inconsciente que a rigor, é chamado a criar-se, a inventar-se, durante a análise. Lacan propõe o “futuro anterior”, para indicar que o sujeito do inconsciente deverá advir em um momento futuro, mas se localizará na estrutura como tendo estado desde o principio. Este tempo lógico, retroativo, indica no Grafo do Desejo que o sujeito é o resultado de um complexo percurso que representa o encontro do vivente com o simbólico. [2] Este movimento re-acontece a cada vez que em uma análise se produz um efeito-sujeito, enquanto transcorrem as repetidas voltas dos ditos (E-tour-dit).  A cronologia não é a do sentido comum e o movimento vai no sentido contrário ao da intuição.
            Os tempos verbais, a matemática, a lógica, a topologia… Lacan utiliza diferentes recursos para ilustrar o que a primeira vista pareceria um encontro impossível: Como pode analista responder a um sujeito que não é o que vai para a consulta, mas que só posteriormente advirá? Como responder a um sujeito que é só um “efeito”, que não é agente de uma verbalização, mas sim uma dedução?  E como pode responder um objeto? Como é possível responder desde uma posição de objeto?
            Em sua posição de objeto a, agente do discurso analítico, o analista custodia o vazio no Outro e se coloca como um stent vascular que evita o obturamento da falta e garante a circulação do desejo do analisante. Sua resposta estará sempre orientada pela função que Lacan chamou Desejo do analista que vai contra a identificação e em direção ao objeto da pulsão e ao desejo do sujeito. O analista pode fazer muitas coisas com o material associativo do analisante. Uma pontuação, uma citação, uma pergunta, uma alusão enigmática, um corte, um silencio. São diferentes modalidades de interpretação, que é a autentica resposta do analista. É apofântica, ou seja, vai mais além do sentido. ’Não é uma hermenêutica, mas sim um ato que permite que se desprendam os significantes apresados no sintoma. Trata-se de uma “não toda resposta” que não obstaculiza a possibilidade de que seja o analisante quem diga algo realmente novo e que a dimensão do “dizer não fique esquecida no que se diz”. [3] Para isso, deve-se conservar a falta no Outro, e por isso o analista se ocupará de que sua resposta nunca seja completa ou pretenda completar essa falta. Garantida esta condição, a pesar da aparente comedia de desencontros, poderá produzir-se um encontro que na realidade não é um encontro de dois, mas sim uma continuidade moebiana.
            A “não toda resposta" do analista deixa um espaço por fora do que se enoda neste particular laço social e assim, faz ex-sistir o conjunto vazio, o transfinito de Cantor, a incompletude de Godel, o elemento paradoxal de Russell [4] etc., os diferentes recursos que usou Lacan para representar um vazio demarcado, que é o lugar do objeto, a pulsão e o gozo. Não é um infinito ilimitado, o vazio que se desenha em cada volta da cadeia dos ditos se unirá ao lugar da falta que fielmente custodia o analista e que permitirá a experiência do real na análise. Poderíamos cunhar um matema ““ (Resposta Barrada), como moeda de circulação interna para o VII Encontro no Brasil, que de conta da Resposta não-toda, que torna possível uma análise.
            A partir da separação, des-alienante, des-identificante surgirá a resposta mais valiosa em uma análise: a que o próprio falasser dará ante a falta no Outro, desde sua singularidade de gozo. [5]
            O analista e o analisante, são como “parceiros que jogam como as asas de uma tela giratória e como a transferência é o pivô dessa alternância” [6]
            Envio aqui um link que permite ver em um espaço tridimensional, em movimento, a topologia da garrafa de Klein que nos mostra as voltas do dizer envolvendo um vazio e a localização deste sem limite algum entre um interior e um exterior.

“Se pode entrar em seu interior como em um moinho. Seu interior se comunica integralmente com seu exterior... o microcosmo não está feito de uma parte virada do avesso do mundo, como vira se vira a pele de um coelho. É verdadeiramente um fora, que se confronta com o dentro do cosmo” [7].

Clínica e ética
            Não há clínica sem ética e não há ética relevante para a psicanálise a não ser em relação com a clínica. Lacan não deixou de enfatizar a importância de ambas, em suas apresentações de caso em St. Anne, em seus seminários, seus escritos e também em suas ironias e críticas aos analistas e as práticas que se distanciavam delas. Entretanto pode haver certa tensão entre ambas, não só uma questão de gravitações diferentes. É um desafio afrontar esta pergunta que nos coloca frente à necessidade de precisar as diferenças.
            KLINICOS, em grego, designava aquele que visitava o enfermo que estava acamado (é um derivado de KLINE, cama). Durante longos períodos da historia o médico tinha como função principal a de ajudar os enfermos de acordo com as pautas estabelecidas em cada cultura. Inicialmente a função do médico não era necessariamente a cura, os rituais estipulavam a forma de conjurar os enfermos e às vezes a clínica consistia somente em ajudá-los a morrer. No Peloponeso se descobriram as ruínas do Epidauro e o  Santuário de Asclépioum antigo centro terapêutico, que incluía um teatro, salas de exercícios físicos e um recinto chamado enkoimeterion no qual os enfermos se deitavam durante vários dias e dormiam. Durante o sono, assim eles acreditavam recebiam a orientação dos deuses que lhes davam as chaves para o tratamento. Curiosamente ao fechar os olhos se introduziam em um mundo interno que na realidade os conectava com um suposto saber, localizado na exterioridade do Olimpo. O termo Terapon na antiguidade designava o companheiro do guerreiro, o que carregava as armas e o ajudava a colocar a armadura. Servidor das musas ou de um deus. Significava também o escravo. Depois passou a significar o que acompanha e brinda serviços, cuidados a uma pessoa importante, e finalmente a um enfermo. O terapêutico se converteu no que é estritamente curativo, adaptar o estado do enfermo a um ideal de saúde, baseado em um saber constituído, objetivo e universal.
            A clínica psicanalítica não é uma clínica da observação, mas sim da escuta e da leitura. Não se trata de um enfermo deitado em uma klyne, cama, mas sim de um sujeito deitado em um divã, que serve para delimitar e reduzir o imaginário que inevitavelmente a experiência implica e que pode encobrir o que orienta a análise, que está mas além das imagens, dos gestos e das vestimentas. [8]
            A ética geralmente se associa com um fazer bem, fazer as coisas bem ou fazer o bem… ideia que confunde ética com moral. Lacan se refere à ética desde sua etimologia Ethos que a conecta com a ideia de ação, um modo de conduzir-se, de mover-se na vida. Há vários movimentos a levar em consideração, mas é central o que indica a orientação da cura. Lacan segue Freud na posição que excluí a intenção de curar a qualquer preço (furor curandis). Recomendava não nos apressarmos em acalmar e evitar o que chamou a reeducação emocional do paciente. Lacan questionava o empuxo à adaptação e a identificação com os significantes Mestres que regem um discurso dado, e que constituem um modelo de saúde e bem estar.
            Quando Lacan dizia que a ética consistia em “atuar acorde ao desejo” [9],nos colocava frente a um aparente paradoxo. O desejo do analista, não é um desejo de algo, não se trata de desejar algo para seu paciente. O Desejo, sem articular, é intransitivo por definição, já que um desejo de algo é na realidade uma Demanda. A indicação de Lacan é precisa: “não responder à demanda”, o que não deve confundir-se com “frustrar a demanda”, que deixaria ao analista contido, extra-viado, no “circulo infernal”. O ato ético é o que não perde a bússola, é o bem orientado, o que aponta permanentemente para aquilo que não termina de petrificar-se no fantasma, mas a respeito do qual o analisante não está totalmente advertido.
            Os permanentemente melhorados psicofármacos, as terapias relaxantes, as soluções comportamentais, a sugestão, saturam o mercado com ofertas instantâneas que são uma tentação fatal para a paixão do neurótico, a quem conviria muito mais passear um pouco por alguns sítios arqueológicos.
            O próximo Encontro, de 6 a 8 de julho, é uma oportunidade para repensar nossas respostas com colegas que chegarão ao Rio para dialogar e assim manter vivo o discurso analítico, nutrindo-o com nossa experiência clínica y fazendo-o bater enquanto refletimos juntos sobre nossa ética.
                                                                                              Abril 2012
Tradução de Maria Luisa Rodriguez Sant`Ana
[1] A direção do tratamento e os princípios de seu poder (1958) J. Lacan.
[2] Subversão do sujeito e a dialética do desejo no inconsciente freudiano (1960) J. Lacan.
[3] Etourdit (1972) J. Lacan.
[4] ibíd.
[5] O seminário, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psicanálise (1964) J. Lacan.
[6] Proposição de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola (1967) J. Lacan.
[7] Problemas cruciais para a psicanálise (1964-5) J. Lacan.
[8] O Eu e o Isso, S. Freud.
[9] O seminário, livro 7: a ética da psicanálise (1960) J. Lacan.