terça-feira, 27 de outubro de 2020

VIII JORNADA DE CARTÉIS

 VIII JORNADA DE CARTÉIS

A Jornada de Cartéis constitui um espaço em que os participantes de cartéis podem trazer a público suas elaborações na forma de produção de escritos individuais a serem apresentados. Tais escritos abordam o tema proposto e/ou a experiência singular de trabalho no cartel, não importando se ele ainda está em funcionamento, se houve conclusão ou dissolução.

Convidada: Bia Oliveira - Analista Membro de Escola (AME) da EPFCL – Brasil e Membro do FCL – São Paulo
Data: 12 de Setembro de 2020
Coordenação e organização:  Tallita Araújo (coordenadora de cartéis e membro do FCL Fortalezae Samila Dutra (membro do FCL Fortaleza)

ATIVIDADE GRATUITA E ABERTA A TODOS OS INTERESSADOS




PROGRAMAÇÃO

O CARTEL FAZ ESCOLA

10h - Abertura

Apresentação 8ª edição da Jornada de Cartéis do FCL – Fortaleza

10h15 - Mesa 1: A entrada no cartel

Mediação: Samila Dutra
- A escrita, a feminilidade e a passagem adolescente: A escrita - Ato 1 (Suziy de Matos Bandeira)
- Quando é que se entra num cartel? (Lia Silveira)
- Como se começa num cartel? (Elynes Barros Lima)
- Efeito singular do cartel (Mylena Ximenes) 

11h05 - Mesa 2: O cartel durante

Mediação: Ercilia Souza
- A singularidade relativa: O funcionamento do cristianismo sob a ótica da Psicanálise (Jovan Batista)
- Do sujeito ainda em questão (Fagner Ribeiro)
- Desejos, caminhos e desafios: um percurso na obra de Jacques Lacan (Marcia Penteado)

11h45 - O cartel faz Escola - Beatriz Oliveira
Debate

 INTERVALO 12h40 – 13h40

 13h40 – Mesa 3: Sobre um fim

Mediação: Osvaldo Martins
- Cartel, um dispositivo queer (Mauro Reis)
- Quanto custa uma dissolução? (Lina Cavalcante)
- Encontros entre a Teoria Queer e a Psicanálise (Michele Lourinho) 

14h20 – Mesa 4: Depois do fim

Mediação: Eudes Duarte
- O corpo e o lixo (Lina Cavalcante)
- Percurso (Lincoln Teixeira)
- O Sofrimento psíquico dos bebês: Quem ouve? O que (H)ouve? (Nathalia Nogueira)
- A dívida e a divisão do sujeito (Thalita Castello Branco)
- Da autorização ao desencontro do corpo (Natália Barreto) 

15h20 – Mesa 5: Cartel na formação

Mediação: Francisco Paiva
- O que se produz de um cartel: tempo e produto (Graziele Costa)
- Cartel: princípio e fim (Kilvia Albuquerque)
- Cartéis do fim do mundo (Carol Leão)
- Não escuto negro ou branco, escuto o sujeito (Yan Victor do Nascimento)
- O fazer-janelas no cartel (Marília Albuquerque)

16h20 Agradecimentos finais

REGISTROS:










 



II CARTEL COM TAPIOCA

 II CARTEL COM TAPIOCA – POR QUE O CARTEL?

O Cartel com tapioca é uma proposta do Fórum do Campo Lacaniano de Fortaleza, que pretende discutir acerca do dispositivo do cartel. Afinal, o que é cartel? Por que é importante? Como funciona? Para que serve? São algumas das questões que norteiam esta proposição. Em sua segunda edição, o Cartel com Tapioca vai dedicar um tempo importante para perguntas e debates em torno do tema ‘Por que o Cartel?’, com a participação de um membro de nossa Escola e um membro de Fórum para falar sobre a questão.

A ideia é que possamos ter um momento leve, e não menos rico, sobre esse dispositivo tão caro para formação de um analista, animando os cartelizantes, também, para escreverem textos frutos de cartel para a VIII Jornada de Cartéis que acontecerá em setembro desse ano.

 ATIVIDADE GRATUITA E ABERTA A TODOS OS INTERESSADOS

Coordenação: Tallita Araújo (coordenadora de cartéis e membro do FCL Fortalezae Samila Dutra (membro do FCL Fortaleza)


PROGRAMAÇÃO

Tema: Cartel em ca(u)sa
Data: 20 de junho de 2020
Convidados:
Elynes Barros e Francisco Paiva (membros do FCL-Fortaleza e da EPFCL Brasil)
Evento gratuito.
Entrada através do aplicativo Zoom


REGISTROS: 











terça-feira, 7 de maio de 2019

Um lugar para a palavra


Lina Cavalcante, coordenadora de cartéis e coordenadora da VII Jornada de Cartéis (2019)
Gostaria de colocar aqui algumas palavras sobre a experiência marcante que foi coordenar a VII Jornada de Cartéis. Quando acabei de ler todos os trabalhos percebi que essa seria uma jornada, além de muito interessante, totalmente de acordo com os tempos e anseios desse período difícil pelo qual o Brasil está passando. Li atentamente cada trabalho, no um a um, mas também com a noção do coletivo que formavam por estarem organizados em um mesmo espaço e em tempos próximos. Foi possível imaginar a costura, os furos, as tensões, as concordâncias e discordâncias. Então, eu já imaginava que essa jornada tinha muitas possibilidades de desdobramentos, mas ela foi ainda mais plural do que eu tinha pensado.
Começamos com a psicanalista Maria Lívia Tourinho, do Fórum do Campo Lacaniano de São Paulo, que falou sobre “Abordagem psicanalítica do sofrimento nas Instituições de Saúde”. Chamou a minha atenção as várias vezes em que ela se disse confortável de estar naquele lugar. “Talvez aqui seja mais fácil dizer isso que em outros lugares”, “Eu estou muito a vontade porque aqui realmente estou me sentindo em casa”. Isso para mim diz muito do que foi a jornada, pois ali se pôde dizer muita coisa que, no momento atual, não tem sido tão possível. Volto a isso mais adiante.
 A fala da Maria Lívia Tourinho era voltada para sua experiência em hospitais e universidades, mas abordava principalmente o lugar da psicanálise. Ela nos disse que o lugar do psicanalista nas instituições é efêmero e que “o psicanalista é um lugar, não é um cargo”. Um lugar que precisa ser construído e que depende mais do psicanalista do que da psicanálise. A partir daí, começa a colocar os pontos que considera importantes na construção desse lugar. Destaco também as perguntas da Sandra Mara Nunes Dourado (EPFCL- Brasil Fórum Fortaleza) e da Zilda Machado (EPFCL- Brasil Fórum Belo Horizonte), que fizeram um enlaçamento sobre o que ela trouxe e a importância dos cartéis. Maria Lívia disse que na seleção dos candidatos que vão para as instituições, sempre pergunta: e a sua formação? E nas respostas costuma aparecer um comum equívoco dos candidatos, de que a formação aconteceria ali, naquelas instituições de saúde, sob a supervisão deles.
Depois da convidada seguimos às mesas. Foram quatro. Não vou falar de cada uma porque isso estenderia demais e eu não sei que tipo de contribuição poderia dar. Cada mesa foi especial ao seu modo. Mas é preciso destacar que o tema do feminino, das teorias de gênero, de como a psicanálise dialoga com elas, dos transexuais, homossexuais, dos nomes, das palavras. Enfim, essa temática apareceu em mais de uma mesa. E foi importante. Aí volto à frase da Maria Lívia, grata por poder dizer tudo aquilo ali. Ela não pôde ficar para as mesas e nem sabe que sua frase para mim acabou ecoando em toda a jornada.
Mas eu, cada vez que ouvia um trabalho, pensava na importância de se poder dizer tudo aquilo. E na importância de que nós, do Fórum do Campo Lacaniano de Fortaleza, pudéssemos escutar e também propiciar um espaço para que essas questões pudessem ser faladas e ouvidas. Que bom que a jornada tenha sido esse lugar onde a palavra teve seu espaço mesmo em tempos difíceis como os de hoje. E, vejam, eu escrevi esse relato no dia 31 de março, um dia após a jornada. No dia 31 de março. No dia que marca um período onde não se poderia jamais fazer a jornada que fizemos. Um dia que foi comemorado por alguns em pleno 2019, em uma homenagem a um período onde não se poderia falar com liberdade. Fizemos a jornada nesses tempos onde se fala em retomar um passado de censura e de tentar aniquilar as diferenças. Estou agradecida por essa experiência.

VII Jornada de Cartéis FCL-Fortaleza



Data: 30 de março de 2019 (sábado)
Local: Auditório da Torre Del Paseo. Av. Santos Dummont, 3131, andar E.
Coordenação: Lina Cavalcante

PROGRAMAÇÃO

9h - Abertura
Lina Cavalcante, Coordenadora de Cartéis

Maria Lívia Tourinho (membro do Fórum do Campo Lacaniano de São Paulo):
“Abordagem psicanalítica do sofrimento nas Instituições de Saúde”

10h00 Coffe Break e Lançamento do livro “Supervisão – A Formação Clínica na Psicologia e na Psicanálise”, organizado por Maria Lívia Tourinho e Daniel Kupermann


10h30 - O saber e a douta ignorância
Mediação: Samila Dutra
Apresentações:
Lia Silveira: "Limite do Cartel, Limite do saber"
Carolina Leão: “Eu não sei como fazer” – A boa (e a má) hora nos (des) encontros com o saber
Marcus Kleredis: “Os Sujeitos da Ciência e da Psicanálise diante do Real”
Andrea Rodrigues: "Douta Ignorância e Gay Sçavoir"
Zilda Machado: "O saber e a douta ignorância"


12h às 13h Intervalo

13h - Sandra Mara Nunes Dourado (delegada do Fórum do Campo Lacaniano de Fortaleza)  – “A Formação do analista: o que? Como? Onde?”


13h30 - O sujeito na era das relações virtuais: uma demarcação da posição sexual para a constituição psíquica.
Mediação: Patrícia Lavinas
Apresentações:
Jessika Gomes: “Cortina de Fumaça: Sexualidade e luta de classes”
Nathalia Nogueira: “Ser mulher e suas consequências: a posição sexual do sujeito como fator que influencia essa constituição”
Amanda Vince: “A sociedade dos youtubers: A perversão e a melancolia como condição constitutiva da sexualidade”
André Bessa: “O que é a cultura ou do problema da centralidade do falo”




14h50 – Psicanálise e estudos Queer
Mediação: Tallita Araújo
Apresentações:
Nathalia Rocha: “A TRANS missão da psicanálise: a transexualidade nas palavras de psicanalistas”
Michelle Lourinho: “As mulheres que existem e suas mortes: uma questão política e psicanalítica”
Mauro Reis: “De ‘invertidos’ a ‘transexuais’: questões preliminares”
Ingrid Sampaio: “(Re) existindo com palavras: a sujeição através da linguagem”

16h10 – O que não enlaça
Mediação: Carolina Carrah
Francisco Paiva: “Quanto custa: capital, sintoma e transferência na análise”
Genivaldo Macário: “Cartéis, anseios e frustrações"
Raíssa Dantas: "Palavra de mulher”

Durante o período da manhã, contaremos com a exposição “Nau Frágil”, da artista plástica e psicanalista Fabiana Azeredo.



segunda-feira, 9 de abril de 2018

VI Jornada de Cartéis do FCL-Fortaleza


A Jornada de Cartéis constitui um espaço em que os participantes de cartéis podem trazer a público suas elaborações na forma de produção de escritos individuais a serem apresentados. Tais escritos abordam o tema proposto e/ou a experiência singular de trabalho no cartel, não importando se ele ainda está em funcionamento, se houve conclusão ou dissolução.

A atividade é gratuita e aberta ao público.

PROGRAMAÇÃO

9h - Abertura

Andrea Rodrigues, coordenadora de cartéis
Luis Achilles Furtado, membro da CLEAG


9h15 - O corpo grave: diálogos entre a psicanálise e "A via crucis do corpo", de Clarice Lispector

Mediação: Lia Silveira

Apresentações:
Elynes Barros Lima: Dá para tirar o corpo fora?
Lina Cavalcante: O saber de ovo


10h05 - Sintoma, desejo, gozo e a transferência.

Mediação: Marcus Eugênio Lima

Apresentações:
Thalita Fontenele: O menos do mais
Francisco Paiva: Cartel e sintoma: para começar, uma questão
José Henrique Souza Luz: Considerações sobre a transferência e o amor
Fabiano Rabêlo: Sócrates e a atopia de eros


11h30- Coffee Break


11h45 - Elaborações sobre o dispositivo do cartel

Mediação: Osvaldo Martins

Apresentações:
Carolina Leão: Quem será o +1?
Eudes Duarte Filho: Nós no cartel, nós do cartel: alguns significantes



Data: 14 de abril de 2018 (sábado)
Horário: de 09h às 17h
Local: auditório do edifício Humberto Santana Business (rua Vicente Linhares, 521)

Coordenação: Andrea Rodrigues

SESSÕES CLÍNICAS 2018


As sessões clínicas são um espaço de debate sobre casos clínicos, com a premissa de contínua formação. Em 2018, a proposta é transitar por casos apresentados ou comentados por Jacques Lacan ao longo de sua obra.

Atividade gratuita e aberta a todos os interessados!

No primeiro encontro deste ano, Ercilia Souza comentará o "Caso Brigitte, uma doença da mentalidade". O convite é para que possamos (a)bordar os textos como um lugar de transmissão que entrelaça teoria e clínica.

Data: 19 de abril de 2018 (quinta-feira)
Horário: às 20h30
Local: sede do FCL-Fortaleza (rua Leonardo Mota, 1394. Sala 103)
Coordenação: Ercilia Souza

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

ABERTURA DO ESPAÇO ESCOLA 2018 - Nós da política

No dia 15 de março (quinta-feira), nossa convidada Glaucia Nagem (membro da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano e do FCL - São Paulo) fará a abertura do Espaço Escola deste ano, com o tema "Cartel na política da Escola: bricolando voltas, cortes, costura, bordas, furos".

A atividade é gratuita e aberta a todos os interessados!
Data: 15/03/2018 (quinta-feira)
Horário: 20h30
Local: sede do FCL-Fortaleza
Coordenação: Lia Silveira – delegada do FCL-Fortaleza (2017-2018)
Mais informações: (85) 9 8787-1973

Texto de apresentação da atividade (retirado do Cordel 2018):

“O plural de nó, somos nós”
(Alessandro Sales. O Risco dos Instantes, 2000)

O Colegiado dos Representantes da Internacional dos Fóruns do Campo Lacaniano (CRIF) lançou, este ano, uma proposta de debate, tomando como norteadora a pergunta “Qual política para o Campo Lacaniano?”. A proposta veio acompanhada de algumas considerações que retomamos aqui. Elas afirmam que, do ponto de vista teórico, nossa orientação recusa o imperialismo do pensamento único, considerando a singularidade dos gozos, e se pergunta: como esse campo não unificável pode se ordenar na sociedade? Do ponto de vista da práxis, a carta do CRIF lembra que os psicanalistas, desde Freud, sempre se posicionaram publicamente acerca de questões políticas. No entanto, coloca-nos uma questão: “as tomadas de posição políticas dos analistas são extraídas da lógica do discurso analítico, como eles pretendem, ou simplesmente de suas opções sintomáticas?”.
Instigados pelas questões levantadas pelo CRIF e situados no nosso próprio espaço/tempo, tanto no que diz respeito à experiência da Escola como às questões político-sociais que o Brasil atravessa, elaboramos esta proposta de discussão para o Espaço Escola de 2018 com o tema “Nós da política”. Fazemos uso da homofonia do significante “nós” para situar ao mesmo tempo: a) o lugar que cada um de nós ocupa nesse campo da política e do gozo singular; b) os nós da política como aquilo que faz problema, inquieta; c) os nós como aquilo que faz laço, laço social no discurso e, também o nó como elaboração topológica de Lacan para demonstrar o real em jogo na experiência. Convidamos todos os interessados a juntar seus nós nesse debate.

GRUPO DE ESTUDOS PREPARATÓRIO PARA O XI SEMINÁRIO!


Já temos as datas do grupo de estudos preparatório para o primeiro encontro do XI Seminário do Campo Lacaniano de Fortaleza:

- dia 02 de março (sexta-feira), às 19:30 - com Elynes Barros
- dia 10 de março (sábado), às 9:30 - com Lia Silveira

Local: sede do FCL-Fortaleza

Na ocasião, estudaremos os textos da bibliografia recomendada por nossa convidada Glaucia Nagem.

ATENÇÃO: O grupo de estudos é destinado aos inscritos no XI Seminário. Estaremos recebendo inscrições para o Seminário nos dias do grupo de estudos.

ABERTURA DO XI SEMINÁRIO DO CAMPO LACANIANO DE FORTALEZA


Nos dias 16 e 17 de março, teremos a ABERTURA DO XI SEMINÁRIO DO CAMPO LACANIANO DE FORTALEZA. Nossa convidada, Glaucia Nagem vai discutir sobre o tema "A Linha, o Ponto e o Bordado – elementos básicos para se aventurar na topologia".
Glaucia é psicanalista, membro da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano - Brasil, Fórum São Paulo, e artista plástica. Autora de textos como "O passe de Picasso – o passe em 1988 e hoje" e "Joyce, O Sinthoma, uma leitura".

Convidamos a todos para esse desafiante percurso sobre a topologia conosco!

Investimento:
*Inscrições antecipadas (até 09/03):
R$ 160,00 – profissionais e R$ 80,00 – estudantes de graduação

*A partir do dia 10/03 e no local:
R$ 200,00 – profissionais e R$ 100,00 – estudantes de graduação

No mês da vinda de cada convidado, haverá grupo
para estudo prévio de textos sugeridos. Em março, os encontros acontecerão nas seguintes datas:
- dia 02 de março (sexta-feira), às 19h30 - com Elynes barros
- dia 10 de março (sábado), às 9h30 - com Lia Silveira

O grupo de estudos é destinado aos inscritos no XI Seminário.

ATENÇÃO: Estaremos recebendo inscrições para o Seminário nos dias do grupo de estudos!!

Outra forma de se inscrever é via depósito/transferência na conta bancária do Fórum do Campo Lacaniano de Fortaleza, cujos dados seguem abaixo:
Banco do Brasil
Agência: 8076-4
Conta corrente: 29114-5
CNPJ: 15.104.610/0001-02

Após depósito/transferência, o comprovante deve ser enviado, juntamente com nome completo e telefone, para o seguinte endereço de e-mail: fcl.fortaleza@gmail.com

Data: 16/03 (sexta-feira), a partir de 19h30.
17/03 (sábado), manhã e tarde, a partir de 9h.

Local: Auditório da Torre do Shopping Del Paseo
(Av. Santos Dumont, 3131 / Andar: E)

Coordenação: Lia Silveira e Elynes Barros

*********
TEXTO DE APRESENTAÇÃO DA ATIVIDADE (retirado do Cordel 2018):

O Seminário do Campo Lacaniano de Fortaleza completa em 2018 uma década de funcionamento. Desafiados pelo então diretor da EPFCL-Brasil a pensarmos uma atividade que possibilitasse aos membros do Fórum Fortaleza a realizar sua formação permanente de forma sistemática, respondemos com a elaboração de uma proposta de trabalho que tomou por princípios norteadores um desdobramento da Proposição de Lacan que pode ser assim delineado:
1-    O psicanalista só se autoriza de si mesmo;
2-    Isso não significa dizer que qualquer um, em qualquer ponto, possa se autorizar;
3-    Isso não impede que a Escola garanta que um analista depende de sua formação.
Foi sustentado neles que iniciamos nosso trabalho em 2008 com o estudo do seminário 11 – “Os conceitos fundamentais da psicanálise”. A experiência se repetiu pelos anos seguintes e se mostrou tão profícua que, além de seu objetivo inicial (o de se constituir num espaço para a formação permanente dos membros do FCL-Fortaleza), também funcionou no sentido de atrair e enlaçar o público externo numa transferência de trabalho com a EPFCL.
Os temas foram variando, mas especialmente a nossa relação com a clínica e com a teoria foi experimentando deslocamentos. Trazer os Analistas da Escola para falar a partir do passe teve um efeito singular. A emergência do desejo do analista na relação com o saber passou a apresentar uma estrutura de caminho, de rastro. Sabemos que em topologia, é no momento em que a linha do oito interior se volta por cima de si própria que é possível operar a passagem do Toro (bilátero e orientado) de neurose, para a Banda Moebius (unilátera e não orientada) do desejo do analista. O corte que efetua o passe sendo a condição da dita modificação.
E eis que surge a topologia! Novo desafio, dessa vez proposto não pelo Outro, mas pela própria estrutura do percurso que percorremos até aqui. E agora? Topada com o real. Topamos...
Seguindo o fio do desenvolvimento de Lacan, foi só assim que foi possível a ele cernir logicamente aquilo que o escapa a possibilidade de se dizer no tecido do simbólico, mas que se produz a partir dele.
Mas, como disse recentemente o colega da da EPFCL Bernard Nominé, não basta repetir o que Lacan disse. É preciso se arriscar na experiência, experimentar, se aventurar pelo desconhecido, inclusive pelo desconhecido da matemática e da topologia que as vezes provoca resistências entre nós. Urge nos dedicarmos a isso se quisermos estar a altura de nossa tarefa e é nosso compromisso ético não retroceder frente aos desafios que a abordagem do real introduz na nossa relação com a clínica.
Fazer parte de uma Escola que leva a sério o passe e concebe a análise como finita, nos remete ao inconsciente real e a essa “prática do dizer” – Como incluir isso na nossa prática clinica? Ou com Bousseyroux em seu texto Passe e fim pelo nó: Onde estamos hoje na nossa prática do dizer (no estudo da topologia)? Como, quando analisamos, nos orientamos na estrutura, com ou sem topologia? Como conseguiremos que o nó do inconsciente satis-faça, se faça real o bastante? – perguntas no mínimo inquietantes para aqueles causados pela psicanálise em intensão. É a partir delas que agora convidamos a comunidade que fez conosco esse percurso até aqui para continuarmos em 2018 estudando o tema “(a)bordando os adventos do real na clínica”.

CRONOGRAMA

1.    Abertura - A Linha, o Ponto e o Bordado – elementos básicos para se aventurar na topologia – Com Glaucia Nagem em 16 e 17 de março de 2018;
2.    O Toro da Neurose – demanda – desejo e repetição – com Dominique Fingermann em 25 e 26 de maio de 2018
3.    A banda de Moebius e a estrutura do sujeito – Com Andrea Brunetto em 22 e 23 de Junho de 2018;
4.    A garrafa de Klein e a relação do sujeito com o Outro – com Sonia Alberti em 03 e 04 de agosto de 2018;
5.    O Cross-cap e o sujeito em sua relação com o objeto – com Zilda Machado em 26 e 27 de outubro de 2018;

A ideia é de que o estudo da topologia não se encerre aqui. Pelo contrário, que possamos ter em 2018 os elementos básicos para podermos avançar e que, em 2019, possamos tomar um dos seminários de Lacan que trate da estrutura dos nós para o abordarmos mais detalhadamente.

Investimento:
Inscrições antecipadas (5 cheques pré-datados):
R$ 160,00 – profissionais
R$ 80,00 – estudantes de graduação

Por seminário:
R$ 200,00 – profissionais
R$ 100,00 – estudantes de graduação

Programação 2018!

É com alegria que divulgamos nosso Cordel 2018, um boletim com as atividades que acontecerão neste ano pelo Fórum do Campo Lacaniano de Fortaleza.





Link para download do arquivo em PDF:
https://mega.nz/#!1xhxEAJR!JIW2F5x84yrzJsDhVHKeYDdgN2FiSESIsOnJPTxqk8I

Link para visualização online:
https://issuu.com/fcl.fortale…/docs/cordel_fclfortaleza_2018